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Que estava muito triste, que não lhe apetecia viver, que, lhe desse, agora mesmo, um AVC, não se importaria nada.
Sentia-se assim desde que abandonara o lar, deixando o marido e a filha. Aquela vida já não lhe interessava e, além disso, tinha conhecido o homem da sua vida.
Foi viver com ele.
Com ele e com a mulher e as suas duas filhas.
Espantado, perguntei-lhe como era possível estar a viver com o amante, a sua mulher e as filhas de ambos.
Respondeu-me, com naturalidade, que ela não sabia de nada.
Trabalha de noite... - esclareceu.
Depois de ela sair para trabalhar, eu vou para o pé dele; depois, quando ela está quase a chegar, volto para o sofá da sala.
Novas organizações familiares, não há dúvida.